A importância do Afeto para saude mental - Psicologa SP

Psicóloga Maristela Vallim Botari CRP-SP 06-121677

O Afeto como Pilar da Saúde Mental

A ciência demonstra que o afeto é crucial para o equilíbrio psíquico. Ele compreende o amor, o carinho e o apreço direcionados a nós mesmos e aos outros. Na prática clínica, observamos que o afeto atua como um pilar de sustentação emocional, fundamentado por autores como John Bowlby e sua Teoria do Apego.

Benefícios no Equilíbrio Emocional

O afeto auxilia na redução do estresse e da ansiedade ao proporcionar segurança. Segundo Donald Winnicott, o suporte afetivo permite que o indivíduo regule emoções desafiadoras, mantendo uma perspectiva realista diante dos fatos e desenvolvendo resiliência.

Impactos na Autoestima e Vínculos:
  • Fortalecimento Interno: O acolhimento promove a autoestima e a confiança nas próprias capacidades (Carl Rogers).
  • Conexões Sólidas: O afeto facilita a formação de laços que promovem sentimentos de plenitude.
  • Fator Protetivo: O bem-estar emocional atua positivamente na saúde física, reduzindo os impactos nocivos do estresse crônico.

Autonomia e Bem-estar Individual

A jornada para o bem-estar é individual. A satisfação pode ser encontrada tanto em relações compartilhadas quanto na solitude produtiva. O afeto por si mesmo é o ponto de partida para qualquer trajetória saudável, permitindo que o indivíduo desenvolva consciência sobre seu repertório emocional e sua influência na saúde mental.

 

Referências Bibliográficas (ABNT)

BOWLBY, John. Apego: a natureza do vínculo. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2002. (Apego e perda, v. 1).

BOWLBY, John. Uma base segura: aplicações clínicas da teoria do apego. Porto Alegre: Artes Médicas, 1989.

ROGERS, Carl R. Um jeito de ser. Tradução de Maria Cristina Kupfer e Heloisa Leal. São Paulo: EPU, 1983.

ROGERS, Carl R. Tornar-se pessoa. 5. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1991.

WINNICOTT, Donald W. O brincar e a realidade. Rio de Janeiro: Imago, 1975.

WINNICOTT, Donald W. A família e o desenvolvimento individual. São Paulo: Martins Fontes, 2005.

 


Artigo escrito por:
Psicóloga Sp - Maristela Vallim Botari
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