Psicóloga Maristela Vallim Botari (CRP-SP 06-121677) atende na Av. Paulista, 2001 – Cj 1911, Bela Vista, São Paulo. Terapia Cognitivo-Comportamental com Acolhimento Humanizado, oferece psicoterapia para adultos, casais, crianças, adolescentes e idosos. Atendimento presencial e online. Agende pelo WhatsApp (11) 95091-1931.






Neste artigo você encontrará resposta para perguntas muito frequentes, como:

O que é ética na Psicologia?

Psicólogo pode abraçar paciente?

Psicólogo pode demonstrar emoção na frente de um paciente?

Psicólogo pode se alimentar na frente de um paciente?

Psicólogo pode brigar com paciente?

Psicólogo pode falar de religião com paciente?

Psicólogo pode falar de política com paciente?

Psicólogos podem atender pessoas conhecidas?
Psicólogos e pacientes podem ser amigos?
Ética na divulgação dos preços da consulta Psicológica
Psicóloga pode desistir do Paciente?


A ética na Psicologia envolve um conjunto de princípios e diretrizes que regem a conduta dos psicólogos em relação aos seus pacientes e à profissão como um todo. 

Alguns dos pontos-chave incluem:

Elogiar o paciente: Ética e profissionalmente, um psicólogo pode sim elogiar um paciente quando for adequado e durante sessão com a psicóloga. No entanto, esse elogio deve ser genuíno, respeitoso e voltado para o progresso ou conquistas do paciente no processo terapêutico.

Abraçar o paciente: As diretrizes éticas geralmente desaconselham o contato físico, como abraços, entre psicólogo e paciente. Isso é para garantir um ambiente terapêutico seguro e respeitoso, preservando os limites profissionais e minimizando mal-entendidos ou interpretações inadequadas.

Demonstrar emoção:  os psicólogos podem expressar emoções de maneira adequada, sem exageros ou causando comoções. No entanto, isso deve ser feito com cautela, mantendo o foco no paciente e não sobrecarregando-o com as próprias emoções. Na duvida, é melhor evitar.

Alimentar-se na frente do paciente: Em geral, não é aconselhável que o psicólogo se alimente durante as sessões, já que isso pode distrair ou causar desconforto ao paciente. No entanto, há situações específicas, como sessões longas ou emergências, em que isso pode ser necessário, mas sempre com sensibilidade em relação ao paciente.

Brigar com o paciente: Conflitos podem surgir, mas é fundamental que o psicólogo mantenha a compostura e evite engajar-se em discussões acaloradas ou brigas com o paciente. O foco deve ser na resolução construtiva de conflitos, preservando o ambiente terapêutico seguro e respeitoso.

Em todos os casos, o psicólogo deve sempre priorizar o bem-estar e o progresso do paciente, mantendo uma postura ética e profissional em todas as interações. As diretrizes éticas e o código de conduta da profissão são fundamentais para orientar o comportamento do psicólogo em situações diversas.

Psicólogo pode falar de religião com paciente?


Não podemos induzir a convicções religiosas, tampouco criticar a religião de um cliente, mas certamente não devemos ignorar que as orientações religiosas podem fazer bem ou mal, dependendo da forma como o paciente as trata.

Psicólogo pode falar de política com paciente?

Devemos pautar nosso discurso pela neutralidade, e compreender de que forma o paciente lida com suas orientaçōes políticas e ideológicas.

PS.: quando o paciente pergunta sobre nossa orientação política ou religiosa, a ética sugere que nos esquivemos da pergunta, tentando compreender qual o sentido desta informação para o paciente.

Ética na divulgação dos preços da consulta Psicológica

O Artigo 20 estabelece a proibição de utilizar o preço do serviço como forma de propaganda:

Art. 20 – O psicólogo, ao promover publicamente seus serviços, por quaisquer meios, individual ou coletivamente:

d) Não utilizará o preço do serviço como forma de propaganda;

Quando um psicólogo divulga de maneira clara e transparente, sem o uso de expressões sensacionalistas, os preços dos serviços psicológicos que oferece, permite que os clientes tenham acesso às informações necessárias de acordo com o CDC.



Proibido usar relatos de casos, avaliações de pacientes, etc.


Basicamente a ética nos convida a preservar o sigilo das pessoas que estao ou estiveram em atendimento. Embora seja proibido utilizar diagnóstico psicológico, análise de caso ou orientação em casos que identifiquem o sujeito, o bom senso nos diz que essa técnica não é uma boa ideia, pois pode soar como promessas de resultados, o que não podemos fazer.

A publicidade deve esclarecer a natureza básica dos serviços, sem fazer previsões taxativas de resultado ou propor atividades não previstas como funções do psicólogo.

O psicólogo pode utilizar os meios de comunicação social para fins informativos e educativos, desde que não divulgue aspectos de seu trabalho que envolvam instrumentos e técnicas restritas à categoria.


Psicólogos podem atender pessoas conhecidas?

Resposta: Depende

2º – Ao psicólogo é vedado: j. Estabelecer com a pessoa atendida, familiar ou terceiro, que tenha vínculo com o atendido, relação que possa interferir negativamente nos objetivos do serviço prestado.

Em resumo, se o atendimento das pessoas que se conhecem causar conflito de interesse, não podemos atender.

Mas em casos onde inexiste o conflito de interesses, podemos atender sem problemas, guardando o devido sigilo.


Psicólogos e pacientes podem ser amigos?

O Psicólogo está mais próximo de ser um "professor" do que ser um "amigo".

Considerando o pressuposto acima, o Psicólogo deve manter com seu paciente um relacionamento AMISTOSO e CORDIAL, pautado pelo respeito, pela ética, pela coerência e pelos bons princípios, conforme salienta nosso código de ética profissional do Psicólogo.

“Art. 2º – Ao psicólogo é vedado:j) Estabelecer com a pessoa atendida, familiar ou terceiro, que tenha vínculo com o atendido, relação que possa interferir negativamente nos objetivos do serviço prestado; ” – Código de Ética Profissional do Psicólogo.

Logo:


Devemos observar que o Psicólogo é um profissional, cujo olhar sobre o problema do paciente é mais técnico e isso exige um foco impessoal, o que não é compatível com uma relação de amizade, embora a cordialidade, a simpatia e a boa educação devam estar sempre presentes.


É normal sair da terapia pior do que entrou
A relação de amizade entre Psicologos e pacientes


Psicóloga pode desistir do Paciente?


"Desistir" não é o termo correto.

Creio que encaminhar seria mais adequado.
Qualquer profissional (seja da Psicologia ou de que área for) tem de reconhecer seus limites de atuação e saber falar não quando não apresentar condições técnicas ou teóricas de atender seu paciente.

Observações importantes

✅ Os pontos-chave foram extraídos do artigo que trata da conduta ética de psicólogos com base nas diretrizes do Código de Ética Profissional do Psicólogo e em exemplos de situações práticas, como elogiar pacientes, contato físico, expressão emocional, temas delicados (religião/política), divulgação de preços e atendimento de conhecidos.


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