O Luto pela Perda do Emprego

A perda de um posto de trabalho não deve ser reduzida a uma questão financeira. Sem romantizar o trabalho, observa-se que essa ruptura pode desestabilizar algumas pessoas, tornando-se um evento que pode exigir atenção clínica.

O Abalo Emocional e a Identidade Profissional

O trabalho é, para muitos, um pilar da autoestima. O desemprego abre a possibilidade de sentimentos de inadequação e o enfraquecimento do amor-próprio. Algumas reações possíveis incluem:

  • A possibilidade de uma crise de identidade ao perder o papel social ocupacional.
  • O potencial surgimento de estresse e ansiedade decorrentes da insegurança financeira.
  • A propensão ao isolamento social pela perda do ambiente de convivência diária.
  • O risco de desorientação temporal pela ausência de uma rotina estruturada.

O Processo de Luto Ocupacional

Está perda pode transitar pelos estágios do luto, conforme a teoria de Elisabeth Kübler-Ross. Este percurso não é linear, mas apresenta as seguintes possibilidades de manifestação:

  • Negação: Possível dificuldade inicial em processar a veracidade da demissão.
  • Raiva: Potencial surgimento de sentimentos de injustiça ou revolta.
  • Negociação: Tentativas internas ou externas de reverter o cenário atual.
  • Depressão: Possibilidade de períodos de desânimo e desesperança.
  • Aceitação: Oportunidade de reconhecer a realidade para viabilizar novos caminhos.

Contexto Social e Suporte Profissional

Fundamentação Teórica: Estudos como "The Stress and Coping Paradigm" (Lazarus & Folkman) e "Loss, Trauma, and Resilience" (Pauline Boss) oferecem bases para compreender as possibilidades de resiliência diante de perdas significativas.



Psicóloga Maristela Vallim Botari

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