Relacionamento aberto dá certo?

O relacionamento aberto é uma modalidade não-monogâmica em que os parceiros concordam com a liberdade de envolvimentos românticos ou sexuais com terceiros, desafiando as normas tradicionais de exclusividade. Esta abordagem, reconhecida desde a década de 1970 e exemplificada por figuras como Sartre e Simone de Beauvoir, foca na transparência e no diálogo constante.


A Psicologia do Relacionamento Aberto

A observação clínica nos últimos anos indica uma tendência crescente em direção a formatos de relacionamento mais flexíveis. No entanto, é possível que essa escolha traga desafios emocionais que exigem maturidade e uma base sólida de confiança.

Aspectos que podem favorecer o sucesso:

  • Transparência e Acordos: É preciso que todas as partes estabeleçam regras e limites claros e consensuais.

  • Autoestima Fortalecida: O desprendimento e a segurança pessoal são fundamentais para não cobrar atenções inadequadas do parceiro.

  • Comunicação Honesta: A capacidade de expressar desconfortos antes que se tornem conflitos insustentáveis.


Mitos e Riscos Envolvidos

Embora possa ser uma experiência enriquecedora para alguns, o relacionamento aberto não é adequado para todos. É possível que surjam sentimentos negativos, como o ciúme e a inveja, que demandam um exercício constante de autoconhecimento.

O que pode comprometer a relação:

  • Falta de Compromisso: Embora aberto, o relacionamento principal ainda requer dedicação e cuidado.

  • Idealização: Superar o mito do "conto de fadas" é necessário para lidar com a realidade de múltiplos envolvimentos.

  • Uso como "Muleta": Entrar em uma relação aberta para evitar enfrentar o hábito de mentir pode ser um erro. Se a base for a desonestidade, a abertura será apenas mais uma via para a mentira.

Nesse contexto, a psicoterapia pode auxiliar na compreensão das razões íntimas que levam à busca por essa modalidade, ajudando a fortalecer o bem-estar emocional e o equilíbrio do casal.





 Conteúdo informativo desenvolvido pela Psicóloga Maristela Vallim Botari

CRP-SP 06-121677, sem a finalidade de substituir a consulta psicológica, nem esgotar o tema.

 Como a psicóloga pode ajudar nesse processo

Na psicoterapia, o trabalho é organizado de modo a possibilitar a identificação de padrões emocionais e comportamentais que se repetem ao longo da história do indivíduo, afetando relacionamentos, autoestima ou bem-estar emocional. Também envolve a análise das circunstâncias em que determinadas reações surgem, incluindo seus contextos e possíveis gatilhos.

São examinadas as formas de interpretação das situações e a maneira como a pessoa se percebe dentro de suas relações. Recursos psicológicos de enfrentamento podem ser explorados dentro do enquadre clínico, assim como questões relacionadas a posicionamento pessoal e clareza interna.

O processo é conduzido de maneira individualizada, considerando a singularidade de cada trajetória e o ritmo próprio de elaboração.

Atendimento em Terapia Cognitivo-Comportamental com Acolhimento Humanizado

Importante destacar que a psicoterapia não substitui cuidados médicos quando necessários, nem elimina completamente emoções difíceis — que fazem parte da experiência humana. Em vez disso, ela pode oferecer um momento estruturado para elaborar vivências, ampliar perspectivas e construir novas possibilidades de resposta diante das dificuldades.


 

 

Psicóloga SP Maristela Vallim Botari

CRP-SP 06-121677


Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) com Acolhimento Humanizado

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