Artigo escrito por
Psicóloga
Maristela Vallim Botari
– CRP/SP 06-121677
Os amores na modernidade líquida
Como esquecer um amor, na visão da Psicologia
Quando alguém decide não permanecer na relação, a outra parte se depara com um limite que não depende apenas de sua vontade. Respeitar essa decisão faz parte do processo de encerramento do vínculo.
Na Psicologia, o término é compreendido como uma forma de luto.
Autores como John Bowlby, ao estudar o apego, descrevem que a ruptura de vínculos significativos ativa respostas emocionais semelhantes às observadas em outras perdas. Tristeza, raiva, insegurança e saudade podem surgir como reações esperadas.
Também a psiquiatra Elisabeth Kübler-Ross, ao investigar processos de luto, descreveu fases emocionais que ajudam a compreender a oscilação entre negação, tristeza e aceitação. Essas etapas não ocorrem de forma linear, mas ilustram que a elaboração envolve tempo e contato com as próprias emoções.
Para estes autores, esquecer amor não significa apagar memórias, mas reorganizar o lugar que essa experiência ocupa na própria história.
Algumas atitudes costumam fazer parte desse processo de reorganização emocional:
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Procurar apoio em amigos e familiares
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Manter atividades que façam parte da rotina
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Buscar acompanhamento psicológico, quando necessário
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Refletir sobre a experiência vivida e seus significados
Tratar como uma dependência : o amor pode ativar circuitos químicos no cérebro semelhantes aos de uma dependência.
Deixar o tempo agir: o tempo é um aliado fundamental no processo de desapego emocional.
O afastamento afetivo pode envolver atravessar emoções, compreender padrões relacionais e reconstruir referências internas. Trata-se de um processo gradual de adaptação à ausência do vínculo.
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